Você abre o Google Analytics, vê que o site da sua indústria recebe visitas, mas o formulário de orçamento não recebe nada. Ou então procura o seu próprio produto no Google, encontra o concorrente em primeiro e percebe que o site dele explica o que faz e tem botão de orçamento na primeira tela, enquanto o seu tem uma foto da fachada e um “entre em contato”. Antes de pagar para refazer, vale entender o que o site precisa ter para o comprador parar ali e pedir cotação.
Um site industrial que gera pedido de orçamento precisa de seis coisas: catálogo técnico com as especificações que o comprador procura, formulário curto de no máximo três campos, velocidade abaixo de três segundos, prova de que a empresa entrega (certificações, cases e números), uma página pensada para cada linha de produto e conteúdo que responda às perguntas que o comprador faz sozinho antes de ligar.
Por que o site da sua indústria não recebe pedido de orçamento?
O problema quase nunca é falta de visita. O problema é que o site não faz o trabalho que o comprador espera dele.
Segundo a Gartner (2024), 80% da jornada de compra B2B (empresa que vende para empresa) acontece sem contato direto com o fornecedor. O comprador pesquisa, compara fichas técnicas e monta a lista dele sozinho. Dados do Google Consumer Survey (Think with Google) mostram que 94% dos tomadores de decisão B2B chegam informados antes de contatar fornecedores e 56% usam mecanismos de busca pelo menos uma vez por semana durante o processo.
Mais: segundo levantamento da FocusVision, citado pela Highspot, o comprador consome em média 13 peças de conteúdo (relatórios, fichas técnicas, avaliações de outros compradores) antes do primeiro contato com vendas. E de acordo com o Google/Bain B2B Discovery Study, 86% dos compradores B2B já têm fornecedores em mente no início da jornada.
Se o seu site não tem as informações que o comprador procura nessa fase, ele nem inclui você na lista. E se ele não inclui, não liga. É por isso que a questão não é “quantas visitas o site recebe”, e sim: o que o site mostra quando o comprador chega? Se a resposta é uma foto da fachada e um telefone, ele vai para o próximo resultado. Se você quer entender como conseguir clientes para indústria sem depender de indicação, o site é uma das peças centrais.
Catálogo técnico: a página que o comprador procura primeiro
O comprador técnico não entra no site para ver banner. Ele procura especificação: dimensões, capacidade produtiva, materiais, aplicações. Segundo o Brasil GEO (2026), o comprador industrial avalia especificação técnica, capacidade produtiva e certificações (ISO 9001, IATF, normas ABNT) antes de incluir um fornecedor na lista curta de cotação.
Certificações precisam estar em texto no site, não só como logotipo. O Google (e agora as ferramentas de IA) indexam texto, não imagem. Se a sua ISO 9001 aparece só como selo no rodapé, ela não aparece na busca.
Uma compra B2B complexa envolve de 6 a 10 tomadores de decisão, cada um coletando em média 6 peças de informação por conta própria, segundo a Gartner (2024). A ficha técnica no site serve para o engenheiro, para o comprador e para o gerente da qualidade, cada um olhando informações diferentes. Se a ficha não está lá, nenhum deles avança.
Isso não é e-commerce. A maioria das indústrias de médio porte não vende pelo site. O objetivo é gerar pedido de orçamento, não checkout.
Formulário de orçamento: o que pedir e o que não pedir
Formulário longo espanta. Segundo dados da HubSpot (2024) e da Formstack (2025, com 1.500 decisores B2B pesquisados), cada campo adicional reduz a conversão em cerca de 4%, e formulários com 7 ou mais campos chegam a 67,8% de taxa de abandono. (O dado de 4% por campo vem de atribuição indireta e deve ser usado com cautela, mas a direção é clara: menos campos, mais respostas.)
Segundo a Unbounce (2025, com 57 milhões de conversões analisadas), formulários de 3 campos convertem a 25%, quase igual a formulários de 1 campo. O ponto ideal prático: nome, e-mail e o que precisa. O comercial completa o restante na ligação.

Para indústria, um campo de “descreva o que precisa” é mais útil do que 10 campos de especificação. O formulário precisa estar visível na primeira tela da página de produto, não escondido no rodapé.
A título de referência: a taxa média de conversão de sites de manufatura e indústria é de 2,2%, segundo a First Page Sage (dados de 2022 a 2025). Esse benchmark é global, não brasileiro, mas é o dado público mais confiável disponível.
Velocidade: o site que demora mais de 3 segundos perde a visita
Segundo o estudo “The Need for Mobile Speed” do Google (2016, com mais de 10 mil domínios analisados), 53% das visitas a sites móveis são abandonadas se a página leva mais de 3 segundos para carregar. O estudo tem 10 anos, mas continua sendo a referência mais citada sobre o tema, e nenhuma pesquisa posterior o contradisse.
No mesmo estudo, sites que carregam em 5 segundos (contra 19 segundos) apresentam 70% mais tempo de sessão e 35% menos taxa de rejeição.
O teste é gratuito: o PageSpeed Insights do Google mostra a velocidade do seu site em segundos. Qualquer dono de indústria pode fazer esse teste sozinho, antes de falar com qualquer agência. Se o número passa de 3 segundos, uma parte significativa dos compradores está saindo antes de ver qualquer conteúdo.

Prova de que você entrega: cases, certificações e números
O comprador B2B é desconfiado por ofício. Segundo pesquisa da BCG/Google, 31% dos compradores B2B citam confiança na marca como o fator mais importante na decisão, e 93% dizem que vídeo é importante para construir essa confiança. Segundo a G2 (2024), 92% dos compradores B2B consultam avaliações de outros compradores antes de comprar, e apenas 9% consideram o site do fornecedor, sozinho, como fonte confiável.

O que isso significa na prática: o site precisa mostrar prova concreta, não promessa. Cases com resultado (não depoimento genérico), certificações em texto (não só logotipo), números de capacidade produtiva, fotos reais da operação. Um vídeo da fábrica vale mais que qualquer banco de imagem. A seção de “quem somos” precisa falar do que a empresa faz e entrega, não da missão e dos valores.
Quando refazer o site não resolve
Nem sempre o site é o problema. Três situações em que refazer não adianta:
A fábrica está com capacidade cheia. Se a produção já não dá conta da demanda atual, um site que gera mais pedidos de orçamento só vai criar contatos que o comercial não consegue atender. Primeiro resolver a capacidade, depois o site.
Ninguém procura o produto pelo nome. Se o comprador não digita o que a sua indústria vende, o site não vai aparecer na busca. Antes do site, precisa de conteúdo e de presença para criar a demanda. Vale entender se Google Ads para indústria vale a pena como forma de trazer o comprador até o site.
O comercial não atende o contato que chega. Segundo a Gartner, o comprador B2B gasta apenas 17% do tempo total de compra em reuniões com fornecedores. Se o vendedor liga dois dias depois do pedido de orçamento, o comprador já fechou com o concorrente. De nada adianta o site gerar contato se o processo comercial não acompanha.
Para quem descobre aqui que o site não é a prioridade agora, a saída é começar por um diagnóstico do seu marketing, que mostra o que resolver primeiro.
Se o site da sua indústria recebe visita mas não recebe pedido de orçamento, o problema está no que ele mostra e no que ele pede, não no número de visitas. A DGS monta sites industriais pensados para gerar orçamento, não para parecer bonito. Conheça a página de sites e landing pages da DGS.